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Safra 2021 da noz-pecã traz boas expectativas aos produtores e indústrias

Com estimativa de colheita que pode atingir as 4 mil toneladas, Brasil deve voltar a figurar entre os maiores produtores da fruta

 

Com a colheita da noz-pecã no Rio Grande do Sul se aproximando – a partir de abril - a expectativa é de movimentação intensa nos pomares a partir das próximas semanas. As nogueiras são cultivadas em cerca de 15 mil hectares no RS, SC e PR, sendo 8 mil apenas no Rio Grande do Sul. O solo e o clima temperado do Sul do Brasil são ideais para o cultivo da planta.

Assim como em 2020, a colheita vai ocorrer em meio a pandemia da Covid-19, e enquanto nos pomares os frutos estão em fase final de maturação, na indústria os preparativos de higiene e prevenção estão sendo finalizados, para o início da seleção e processamento dos frutos colhidos.

Porém, a safra 2021 deve retomar os bons números de 2019, quando o Brasil colheu 3.500 toneladas da fruta e assumiu o posto de quarto maior produtor mundial de noz-pecã. Porém, esse ranking foi perdido em 2020 com a queda na produção devido à instabilidade climática, como chuva durante a florada e depois estiagem, como explica Edson Ortiz, diretor da Divinut, maior compradora de noz-pecã da América do Sul. “A safra de 2019, que chegou a 3.500 toneladas, colocou o Brasil no ranking mundial da produção da fruta, atrás apenas México, EUA e África do Sul. No entanto, a sazonalidade da cultura e os problemas climáticos reduziram a produtividade em 2020 para cerca de 1.300 toneladas”, destaca Ortiz.

Para 2021, a projeção é repetir os bons números de 2019, com cerca de 3.500 toneladas de noz-pecã. “Para esta safra, com o clima se mantendo estável, a expectativa é de talvez chegar em 4 mil toneladas. Assim, vemos um grande futuro da produção de noz-pecã no Brasil”, enfatiza Edson.

A Divinut conta hoje com o maior viveiro de mudas de nogueira-pecã em raiz coberta do mundo, sendo uma das grandes beneficiadoras do fruto do Brasil, com ampla variedade de opções de frutos inteiros e em pedaços. Para atingir esses números, hoje a empresa conta com mais de 3 mil produtores em 600 municípios do Sul do Brasil. Em sua maioria, são agricultores e pecuaristas familiares, que viram na nogueira pecã uma opção para diversificação da renda e também como elemento de fixação do jovem no campo.

Além da compra da produção, o Sistema Divinut de Parceria – como é chamada essa relação com os produtores - também assegura aos produtores rurais assistência continuada em todas as etapas, planejamento do plantio, mudas registradas e aperfeiçoamento da produção.

“Nos próximos anos o Brasil pode se tornar um player importante no mercado mundial da noz-pecã, agregando renda aos pequenos produtores e marcando a presença dos “novos rurais”, como médicos e advogados que investem no agro e estão aderindo ao ramo da noz-pecã. E, tudo, isso, levando saúde aos consumidores”, finaliza Ortiz.

 

 

Texto: AgroUrbano Comunicação

Foto: AgroUrbano

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