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Jersistas perdem Manuel Acilo Azambuja de Azambuja, um dos maiores estimuladores da raça no Estado

 

A Associação de Criadores de Gado Jersey do Rio Grande do Sul (ACGJRS) está de luto. Nesta madrugada de domingo (07/06) perdemos um dos mais antigos e ilustres associados, Manoel Acilo Azambuja de Azambuja.
Criador e estimulador do desenvolvimento da raça no estado, o Seu Acilo como conhecido na intimidade, era um cidadão íntegro, respeitado e admirado por todos os jersistas.


Ao longo dos seus 88 anos, Seu Acilo foi proprietário da Granja do Angico no Município de Hulha Negra. Como criador e jurado deu contribuições importantíssimas para nossa associação e para raça no RS.
 A ACGJRS e Diretoria prestam solidariedade neste momento de tristeza externando sentimentos ao filho e nosso associado Alcio Azambuja, e aos familiares pelo doloroso transpasse.


Um legado de 70 anos
No ano de 1950, Manoel Acilo ingressou, definitivamente, na atividade rural, seguindo o exemplo do pai. Três anos mais tarde saiu em busca de uma vaca leiteira, comprando um lote de mestiças Jersey. Este foi o começo.

Em 1954, já buscando o melhoramento de suas mestiças, comprou na Fazenda Cinco Cruzes (hoje Embrapa) seu primeiro reprodutor PO, de nome Cássio Winckamplace de Irsul e, no ano seguinte, adquiriu do Sr. João Farinha suas primeiras vacas registradas.

Na longínqua Torrinhas, Manoel Acilo começava por conta própria, sem qualquer orientação técnica, a formar seu rebanho de Jersey, atividade tão inédita na região. Com obstinação e determinação seguiu em frente. O primeiro touro, adquirido da Fazenda Cinco Cruzes, afixo FCB, tinha o apelido de PANÇUDO, e foi transportado de trem até Seival, depois indo para Torrinhas. Entre outros houve o famoso FCB Calendário, filho de Generator, que deixou excelente descendência, e diversos Grandes Campeonatos.
Em dezembro de 1959 transferiu-se para Bagé, em busca de um futuro melhor para seus filhos, onde sub arrendou uma chácara em São Martim.

 

Passou a vender diariamente, direto ao consumidor, leite e derivados pois, naquela época, não havia indústria em Bagé. No ano seguinte, aumentou seu plantel de vacas PO, compradas do Sr.Herculano Gomes, expoente máximo na raça Jersey no município de Bagé. Em 1961 adquiriu uma área de 51 ha, na localidade do Piray, começando a nascer a Granja do Angico. Nesse mesmo ano, por incentivo do amigo Pereira Neto, começou a registrar seus animais, associando-se à ACGJRS e registrando o afixo “do Angico”, hoje largamente conhecido no meio jersista sulamericano.

Sua primeira exposição foi em Bagé, 1962, a partir daí participando de todas as edições dessa mostra. Em 1965 alçou voo mais alto, participando da Exposição Estadual do Menino Deus, em Porto Alegre, nunca mais faltando em nenhuma edição do evento incluindo as de Esteio, completando neste ano 50 edições como expositor ininterrupto.

Com informações do blog Jersey RS

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