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Segredos do bom manejo de doenças da soja

Além das condições climáticas que podem prejudicar uma safra, outro problema que acarretar perdas significativas na produção agrícola são as doenças, responsáveis pela dor de cabeça de muitos agricultores Brasil afora.

Além do manejo integrado de pragas (MIP), é importante o produtor ficar atento ao manejo integrado de doenças (MID), que compreende um conjunto de estratégias para evitar ou controlar doenças na lavoura. Não é por acaso que, segundo os pesquisadores, aproximadamente 20% das reduções anuais na produção da cultura tem as doenças como origem.

Orientações importantes

Por isso, o foco do MID é a redução dos danos causados por doenças na lavoura onde, dentre as principais causadoras de danos na produtividade, podemos destacar a mancha alvo e antracnose, além da ferrugem asiática.

Para evitar esses problemas, tudo começa com um bom conhecimento da área que será plantada, como explica o engenheiro agrônomo da Sementes Jotabasso, Fernando Debastiani.

“Para um bom manejo de doenças na soja é preciso conhecer o histórico da área e da região, quais são as doenças mais comuns na região e na área e um histórico de culturas também”, destaca o agrônomo. Ele ainda alerta: “a doença que acomete uma plantação pode trazer complicações para a cultura seguinte”.

Apesar de muito praticada no Brasil, a rotação de cultura ainda é deixada de lado em alguns propriedade, desperdiçando sua contribuição para o manejo integrado, como explica Debastiani.“Importante fazer a rotação de culturas, monocotiledôneas e dicotiledôneas, gramíneas e leguminosas, assim é possível quebrar esse ciclo das doenças, porque o que atinge gramínea não atinge leguminosa e vice-versa”.

Outro fator decisivo para evitar a incidência de doenças na lavoura é a aquisição de sementes de qualidade, de alto padrão e livre de patógenos. De acordo com o agrônomo, uma semente sem procedência pode ser um disseminador de doenças que não existiam na área.

“Em relação a semente também, o tratamento de semente com bons fungicidas já diminui a pressão inicial de doenças. Uma ferramenta importante é o TSI (Tratamento de Sementes Industrial), que gera bons resultados, onde a dose correta é aplicada e bem distribuída na semente”, explica Fernando Debastiani.

O que fazer depois da lavoura implantada

Depois da lavoura implantada, entram as aplicações preventivas de fungicidas, onde a maioria das aplicações é calendarizada. Conforme o especialista da Jotabasso, é importante ter uma aplicação na fase vegetativa, onde alguns agricultores ainda acham que não é tão eficiente.

“Identifica a campo é um resultado positivo com a aplicação nessa fase, ajudando a prevenir a entrada de doenças e a planta passa limpa de doenças para a fase reprodutiva. E no estágio R1, do florescimento, uma das fases mais importantes, é preciso usar um bom produto aliado a um fungicida protetor que aumenta o aspecto de controle para uma gama maior de doenças e ajuda a evitar a resistência dos patógenos aos princípios ativos dos produtos. Depois do R1, entram as aplicações calendarizadas, respeitando os intervalos que os fabricantes recomendam”, explica.

Por último e não menos importante, acompanhar o clima. “Em um ano mais chuvoso provavelmente o agricultor vai ter que reduzir o intervalo entre uma aplicação e outra, em até 15 dias, e em um ano mais seco pode ampliar o intervalo em até 20 dias”, finaliza o engenheiro agrônomo.

 

 

Texto: AgroUrbano Comunicação
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