05 nov 2026 Incêndios em propriedades rurais desafiam produtores e impulsionam busca por soluções
Sistema Mata Fogo, da São José, combina tecnologia gaúcha e agente encapsulador americano para economizar água e ampliar em até dez vezes o tempo de combate
Quando um incêndio começa no campo, a disponibilidade de água e a eficiência da aplicação fazem diferença na capacidade de resposta. Desenvolvido pela gaúcha São José, fabricante de máquinas e equipamentos agrícolas, o sistema Mata Fogo combina um tanque projetado para essa finalidade, que opera com alta pressão e baixa vazão, à tecnologia americana do agente encapsulador F-500 EA. A proposta é aproveitar melhor a água disponível, ampliar a autonomia de operação e contribuir para o controle das chamas.
Segundo a empresa, a combinação pode proporcionar até dez vezes mais tempo de combate em comparação com tanques agrícolas tradicionais, dependendo das condições de aplicação. A maior autonomia reduz a necessidade de interrupções para reabastecimento, especialmente em propriedades extensas ou distantes dos pontos de captação de água.
A dimensão do problema ficou evidente em 2024. Entre junho e agosto, os incêndios provocaram prejuízos estimados em R$ 14,7 bilhões à agropecuária brasileira, conforme levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Cerca de 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais foram atingidos, com perdas em pastagens, pecuária, cercas e lavouras, além de danos à qualidade do solo.
Em junho de 2026, o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) identificou 5.209 focos de fogo ativo no Brasil. Mato Grosso, Tocantins e Bahia concentraram os maiores números de ocorrências. Os dados reforçam a importância de equipamentos e estratégias que ampliem a capacidade de resposta no meio rural.
Tecnologia da São Jose combina alta pressão e baixa vazão de água com o agente encapsulador F-500 EA.
O diferencial do Mata Fogo está na associação entre o sistema de aplicação desenvolvido pela São José e o F-500 EA, agente encapsulador de hidrocarbonetos de origem americana. A formulação reduz a tensão superficial da água, favorecendo sua penetração nos materiais e a absorção de calor. Também atua sobre combustíveis e vapores inflamáveis, auxiliando na formação de uma barreira química e no controle da reignição, conforme as condições de uso.
“Nosso sistema reúne duas tecnologias complementares. A São José desenvolveu o tanque e o conjunto de aplicação para operar com alta pressão e baixa vazão, enquanto o F-500 EA é um agente encapsulador de hidrocarbonetos desenvolvido nos Estados Unidos. Essa combinação permite aproveitar melhor a água, ampliar o tempo de operação e atuar não apenas no combate às chamas, mas também no resfriamento dos materiais e na redução do risco de voltar a pegar fogo”, explica Diogo Antônio Salvador, agrônomo e especialista em produtos da São José.
Tecnologia mais eficaz e sustentável
O F-500 EA também se diferencia das espumas convencionais utilizadas no combate a incêndios. Enquanto muitos produtos disponíveis no mercado contêm flúor em sua composição, com potencial de contaminação do solo e impactos ambientais, o agente encapsulador utilizado no Mata Fogo é biodegradável, livre de flúor e não corrosivo. Sua tecnologia atua por meio do encapsulamento de hidrocarbonetos, contribuindo para controlar a inflamabilidade dos combustíveis e reduzir o risco de reignição.
O Mata Fogo está disponível em diferentes configurações, incluindo tanques rebocados, modelos para caminhões e kit adaptável a carretas graneleiras. Há também versões com canhão eletrônico, que permite ao operador direcionar o jato por controle remoto, oferecendo maior praticidade e controle durante a aplicação. A estrutura de proteção retrátil complementa os recursos do equipamento.
Além do combate a incêndios, o tanque pode ser utilizado em atividades da propriedade, como lavagem de máquinas e instalações. O reservatório separado e a válvula misturadora permitem incorporar o F-500 EA quando necessário. Segundo a empresa, o agente tem validade de até 15 anos em embalagem lacrada e de até quatro anos após a abertura, respeitadas as condições de armazenamento.
Prevenção continua essencial
A disponibilidade de equipamentos é uma das medidas que podem integrar o planejamento das propriedades rurais. A manutenção de máquinas, o monitoramento das condições meteorológicas, a disponibilidade de água, o treinamento das equipes e a definição de procedimentos de emergência também contribuem para reduzir riscos.
Além dos danos imediatos, um incêndio pode comprometer pastagens, solo, cercas, equipamentos e estruturas produtivas, exigindo investimentos para a recuperação da propriedade. A combinação entre prevenção, preparo e tecnologias adequadas é fundamental para minimizar os prejuízos e preservar a capacidade produtiva do meio rural.

Sobre São José
https://saojoseindustrial.com.br
https://www.instagram.com/saojoseindustrial
https://www.facebook.com/saojoseindustrial
Texto: AgroUrbano Hub de Comunicação
Foto: São José / divulgação
Fone/Whats: (51) 99165 0244
www.agrourbano.com.br
—